Basta um passo. E o precipício que é já ali à frente. Um passo solto, inconsequente. E o vazio, tão cheio, de repente.
Há vezes em que basta um passo. Para correr o mundo num instante, breve ou permanente. Num passo cabe todo o caminho, o caminho que medeia entre um sorriso e o olvido. Com um passo se faz estrada, linha recta em direcção ao coração, uma curva em crescendo, tecendo, tecendo, com fio de seda enredando frases soltas, leves, palavras mansas, displicentes.
Há vezes em que basta um passo. Para correr o mundo num instante, breve ou permanente. Num passo cabe todo o caminho, o caminho que medeia entre um sorriso e o olvido. Com um passo se faz estrada, linha recta em direcção ao coração, uma curva em crescendo, tecendo, tecendo, com fio de seda enredando frases soltas, leves, palavras mansas, displicentes.
Com um passo se avança, com dois se volta atrás. E pelo meio ficas tu e a lua, o brilho de uma estrela cadente, cabelos revoltos pelos dedos com que te tacteio e a seguir te despenteio.
Às vezes estamos tão perto. De dar o derradeiro passo. Mas depois...qualquer coisa que não se sabe o que foi, o ténue aroma a frutos que faltou, uma palavra inexistente, um certo jeito de olhar que não se quedou. E a fronteira que logo a seguir ali se ergueu, altiva, intransponível, como eu. Como eu.
Comentários
Chegou a Primavera à tua inspiração.
Bom post, rapariga.
Se a Primavera te inspira, oxalá nunca acabe. Vale muito a pena vir aqui ler o que escreves. Beijos
Fora de brincadeiras, ainda bem que apreciaste, sabes que nunca tenho a certeza se a coisa se compõe..
beijos às duas.
pois. ;-)))
o que tem o cu a ver com as calças?
Por enquanto é só, obrigado a quem se dignar responder a esta minha duvida existencial!
:-)
:-)
É o caso do nascimento de Jesus o qual terá ocorrido, não no solestício de Inverno,cujas festividades vinham dos antigos druídadas, mas provavelmente em Fevereiro/Março signo de peixes, símbolo com que até os apostolos dos primeiros anos se identificavam.
A Páscoa ficou associada à morte de Jesus mas na realidade vem de tempos mais antigos quando os Israelitas sairam da terra do Egipto cuja ultima refeição teria sido cordeiro, tendo o sangue servido para pintar as umbreiras das portas, sinal para que "anjo da morte" não atingisse com o seu poder aquela casa.
A Páscoa ocorre assim no 1º domingo de Lua cheia no dia ou após 21 de Março, inicio da Primavera.
Os coelhos nada tem a ver com a Páscoa, mas com a simbologia da fertilidade a qual era associada à primavera e à renovação da vida.
Quanto aos ovos teem a mesma simbologia só que essa chega-nos do Japão, via Egipto, a qual foi adoptada pelos cristãos.
Juntando-se todas as tradições e fez-se a mistura do coelho dos ovos e da Páscoa uma confusão que agrada a Gregos e Troianos que não queiram aprofundar a questão.
Bibliografia: "Dicionário de Simbologia"
Olha mas disto tudo eu gosti mesmo foi da simbologia de ambas as coisas.
Porém o que mais me fascina é o poder que estas coisas tem sobre as pessoas já que eu própria não sou crente nem superticiosas, não acredito em bruxas, não vivo em função da astrologia pois acho que cada um vai vivendo e moldando a vida no dia a dia. Se eu fosse supersticiosa estava lixada.