melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
Por outro lado, eu com essa temperatura nem abria a net!... Fico a morrer com 37,1!
Seja como for, MELHORAS!!!
As melhores, sejam tuas ou dos meninos.
Dei pela coisa há três dias quando me começaram a doer os ossos dos dedos...e continua hoje, apesar de andar atacada com os brufens e paracétamois.
Ciranda também me apetece, mas como dar-me a esse luxo se ela precisa de água, ele de comida, ela de mimos, ele de atenção, ela de, ele de, e por aí fora...?
Os medicamentos é que me safam, ando aqui com uma "pedra" daquelas :-)) Beijinho e obrigada.
As melhoras para ambas, Mar.
Obrigada, espero que não demore muito mais, já lá vai em três dias.