melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
um blogue que fala de apanhar estrelas, beijar bonecos de neve e adormecer nas nuvens.

Comentários
;)
Mas tens razão, esta fase de abraços e beijos lambuzados e adoçicados e "porque é que eu gosto tanto de ti" repetido até à exaustão dá vontade de embalar numa caixinha para abrir daqui a uns anos ;-))
(Bem...isto se não tivermos em conta que ainda ontem tive que ir esperar uma hora para ver os 4Taste e mais uma para esperar por autógrafos, amassada no meio de uma multidão juvenil em êxtase...) ;-)
Podemos gostar muito de crianças em geral (aliás é o meu caso) mas um filho... bolas, um filho é um filho! É um sentimento de amor tão forte e intenso que nunca se encontra a palavra certa para o descrever.
Se calhar ainda vou este fim-de-semana escrever um post assim p'ró piegas (apeteceu-me de repente!), mas sabes quando às vezes estou menos bem, recordo quando ele era pequenino, correr para mim uma grande corrida - daquelas de bater com os calcanhares no rabo - de braços abertos e carinha iluminada... e ainda hoje essa imagem me dá um calorzinho bom. Ser amada assim, só pelos filhos, Mar.
Sorte a da Raquel e tua de se terem uma à outra.
:-)E sim, é uma sorte este milagre de nos vermos replicadas numa coisa pequena, parecida connosco mas com vontade própria. :-))
(e sabem que me fizeram lembrar da minha mãe...?)
É como digo, o Amor é indescritível, só mesmo vivê-lo e gravá-lo nas nossas almas. :-)
(e ainda bem que te serviu para essa lembrança, que mais podemos querer senão tocar dessa forma as pessoas que nos lêem?)