São as últimas horas úteis de mais uma Sexta-feira. O término de um dia de trabalho na ponta de uma semana que mal dei conta de passar, vou eu reflectindo enquanto o semáforo não muda de cor. Dasse...que há alturas em que a carga profissional se conjuga para nos tornar quase autómatos a passar de uma tarefa para outra, de uma solicitação para a seguinte, de um telefonema para o próximo, de um atendimento para mais outro, de uma reunião para as que ainda faltam.
Passou-se outra semana, na brevidade de uma inspiração para tomar forças ao nascer de cada novo dia e uma expiração ao mergulhar nos lençóis em busca das poucas horas de sono capazes de garantir a rotina da manhã seguinte.
E eu estou numa sexta-feira à entrada da noite, a conduzir devagar enquanto vou recebendo os telefonemas de uma amiga que me desafia para jantar fora, de outra que me convida para uma qualquer festa não sei aonde, de um membro da família que me diz por sms, vamos petiscar, se quiseres vai lá ter. E vou declinando e agradeço e aproveito para me queixar do dia alucinado que tive e digo que fica para depois e justifico-me com o cansaço e o stress e o défice e a conjuntura, o piriquito que não tem alpista, a botija de gás que falta comprar, o terrorismo, o novo livro do Saramago e mais a culpa de tudo isto que é do Governo.
E, enquanto o faço, meio dividida entre sentir admiração por estes seres que conseguem ter vontade de socializar numa sexta-feira ao início da noite ou odiá-los, e a dúvida se eu é que serei mesmo extraterrestre ou eles é que não fazem a ponta de um corno e depois apetece-lhes festarolas, só penso no supremo luxo de chegar a casa, mergulhar na banheira e logo de seguida na cama.
Acompanhada do Saramago.
E eu estou numa sexta-feira à entrada da noite, a conduzir devagar enquanto vou recebendo os telefonemas de uma amiga que me desafia para jantar fora, de outra que me convida para uma qualquer festa não sei aonde, de um membro da família que me diz por sms, vamos petiscar, se quiseres vai lá ter. E vou declinando e agradeço e aproveito para me queixar do dia alucinado que tive e digo que fica para depois e justifico-me com o cansaço e o stress e o défice e a conjuntura, o piriquito que não tem alpista, a botija de gás que falta comprar, o terrorismo, o novo livro do Saramago e mais a culpa de tudo isto que é do Governo.
E, enquanto o faço, meio dividida entre sentir admiração por estes seres que conseguem ter vontade de socializar numa sexta-feira ao início da noite ou odiá-los, e a dúvida se eu é que serei mesmo extraterrestre ou eles é que não fazem a ponta de um corno e depois apetece-lhes festarolas, só penso no supremo luxo de chegar a casa, mergulhar na banheira e logo de seguida na cama.
Acompanhada do Saramago.
Comentários
E o Saramago, é boa companhia?
a verdade é que ontem não estive na net, aproveitei o Sábado para me dedicar a outros luxos de 8 e 13 anos...
Tá,tá,tá...admiras um cérebro privilegiado etc e tal...mais para a cama com o Saramago?
Ó menina bota antes no teu comentario "o livro do "
antes que outros burros como eu lhe vejam piada...
Obrigada pelo teu comentário.