
dizer-vos que a tarde hoje se fez de azuis de cloro e verdes de uma relva recém-aparada. Mas também de azuis de céu, vagamente perturbado por fiapos brancos e de leituras calmas de mais um capítulo do Mia Couto, à sombra de um chapéu-de-sol.
E que houve braçadas lentas, boiares à deriva, "bombas" que causaram ó mãe, olha lá que ele ia-me afundando! e ralhetes e risos e uma família entre tantas a disfrutar do que há de melhor na vida, estar com quem amamos acima de todas as coisas que existem na terra e no céu e para lá dele.
Poderia contar-vos do regresso a casa, pela estrada recta, guardada por àrvores aqui e ali, das ovelhas a pastar o pouco que resta da terra crestada, olha, olha, aquilo não é um touro?? (era uma vaca...), da euforia dos pássaros em turbilhão sempre que pressentem mais um ocaso de fogo.
E do banho tépido para retirar da pele todos os vestígios de produtos químicos que nos matam lentamente, do Kerastase massajado no cabelo que os 80 euros das nuances não são para queimar assim à toa, dos perfumes misturados que serenam os sentidos.
Poderia escrever tanta coisa sobre mim e como me sinto neste final de um dia de paz mas, pensando bem, de que vos interessa, a vós, escassos leitores que por aqui passam, saberem tudo isto?
E que houve braçadas lentas, boiares à deriva, "bombas" que causaram ó mãe, olha lá que ele ia-me afundando! e ralhetes e risos e uma família entre tantas a disfrutar do que há de melhor na vida, estar com quem amamos acima de todas as coisas que existem na terra e no céu e para lá dele.
Poderia contar-vos do regresso a casa, pela estrada recta, guardada por àrvores aqui e ali, das ovelhas a pastar o pouco que resta da terra crestada, olha, olha, aquilo não é um touro?? (era uma vaca...), da euforia dos pássaros em turbilhão sempre que pressentem mais um ocaso de fogo.
E do banho tépido para retirar da pele todos os vestígios de produtos químicos que nos matam lentamente, do Kerastase massajado no cabelo que os 80 euros das nuances não são para queimar assim à toa, dos perfumes misturados que serenam os sentidos.
Poderia escrever tanta coisa sobre mim e como me sinto neste final de um dia de paz mas, pensando bem, de que vos interessa, a vós, escassos leitores que por aqui passam, saberem tudo isto?
Comentários
:)*
É bom, seja como fÔr, podermos fugir do habitual e a minha tarde foi feliz por isso. :-)
No fundo, não sei muito bem mas, em última instância podemos sempre dizer que o blogue é nosso e escrevemos o que der na bolha. Só que,às vezes, tenho uma certa sensação da inutilidade de manter um blogue, acho que é isso. ;-)*
O que quis dizer foi que, passada a fase da inocência da descoberta da blogosfera, muitas são as vezes em que nos questionamos, e tu próprio já o sentiste, sobre a validade de tudo isto. Ou não tem sido assim?
É quase compulsivo e por acaso falo acerca disso no meu último post.
E concordamos, isso entra no domínio das motivações ou não para postar. De vez em quando, todos os dias, nunca, é conforme.
Bem como os temas que se escolhem, tudo depende da circunstância particular entre o escriba e o seu teclado naquele momento específico.
Abraço
É mesmo isso, e estes espaços servem, no fundo, para tudo o que queiramos, não para nos culpabilizarmos de conseguir melhor ou pior.
E bem-vindo! :-)