sempre o resultado das linhas que vão traçando os nossos caminhos. O produto de escolhas e opções que, por serem estas e não aqueloutras, nos transformam numa e não noutra qualquer pessoa.
Somos humanos, matéria perecível logo, frágil, embora acreditemos na nossa imortalidade. Só na nossa. Talvez por uma qualquer cisão cósmica, na exacta hora em que a outra, de gadanha em punho, nos bate à porta, o momento da nossa morte seja adiado para as calendas. Talvez...
A pessoa que fomos construindo, a nossa, é, como todas as pessoas, uma amálgama de contradições e dúvidas e certezas e merdas assim. Reconhecemo-nos egoístas, arrogantes, generosos, apaixonados, amorfos, tristes, foliões, ébrios, loucos, profissionais, amigos, amantes, maridos, mulheres, companheiros, solitários. Somos melhores que uma infinidade de gente e piores do que uns tantos outros. Às vezes inchamos de orgulho pelos nossos feitos, noutras enrodilhamo-nos de auto-comiseração. Mas nunca, nunca, ainda que alguns de nós o sejam, nos acreditamos, vis, ordinários, aldrabões, canalhas.
E depois, damo-nos com outras pessoas. Amigos, conhecidos, amores.
São poucos os que conseguem entender o outro ser humano com quem privam mais de perto, seja em qual fôr daquelas três categorias. É por isso que são raras as amizades, os casamentos, até os conhecimentos de condomínio que perduram até ao fim do tempo útil de cada pessoa, neste pedacinho de pedra à deriva, que nos coube.
Algures, a meio do processo, numas vezes um meio assim mais para o princípio, noutras, a chegar já quase lá à pontinha do fim, há um lado que desiste e parte para outro processo idêntico, novinho em folha. Ou não. Apenas se cansa e fica ali parada, à espera que passe. Dá trabalho, aturarmo-nos. E ainda mais aturarmos outros da mesma raça.
Ainda assim, parece-me que andamos todos à procura dos intervalos efémeros em que conseguimos encaixar o nosso feitio com o de outro alguém.
Somos humanos, matéria perecível logo, frágil, embora acreditemos na nossa imortalidade. Só na nossa. Talvez por uma qualquer cisão cósmica, na exacta hora em que a outra, de gadanha em punho, nos bate à porta, o momento da nossa morte seja adiado para as calendas. Talvez...
A pessoa que fomos construindo, a nossa, é, como todas as pessoas, uma amálgama de contradições e dúvidas e certezas e merdas assim. Reconhecemo-nos egoístas, arrogantes, generosos, apaixonados, amorfos, tristes, foliões, ébrios, loucos, profissionais, amigos, amantes, maridos, mulheres, companheiros, solitários. Somos melhores que uma infinidade de gente e piores do que uns tantos outros. Às vezes inchamos de orgulho pelos nossos feitos, noutras enrodilhamo-nos de auto-comiseração. Mas nunca, nunca, ainda que alguns de nós o sejam, nos acreditamos, vis, ordinários, aldrabões, canalhas.
E depois, damo-nos com outras pessoas. Amigos, conhecidos, amores.
São poucos os que conseguem entender o outro ser humano com quem privam mais de perto, seja em qual fôr daquelas três categorias. É por isso que são raras as amizades, os casamentos, até os conhecimentos de condomínio que perduram até ao fim do tempo útil de cada pessoa, neste pedacinho de pedra à deriva, que nos coube.
Algures, a meio do processo, numas vezes um meio assim mais para o princípio, noutras, a chegar já quase lá à pontinha do fim, há um lado que desiste e parte para outro processo idêntico, novinho em folha. Ou não. Apenas se cansa e fica ali parada, à espera que passe. Dá trabalho, aturarmo-nos. E ainda mais aturarmos outros da mesma raça.
Ainda assim, parece-me que andamos todos à procura dos intervalos efémeros em que conseguimos encaixar o nosso feitio com o de outro alguém.
Comentários
E os outros também.
Esses termos, demasiado fortes, reservo-os para aqueles que, comprovadamente ,o são.
O que eu defendo é que todos temos momentos maus. Alguns mesmo maus, nem que seja na perspectiva de quem nos sofreu a respectiva influência.
O resto é apenas nomenclatura.
desistir de procurar quem nos entenda, é morrer querida
E, por isso, nunca aplicaria esses epítetos a mim ou a alguem de quem goste, mesmo que num desses momentos nuito maus. São epítetos fortes, como já afirmei. Há adjectivos para classificar momentos maus que não têm as conotações destes.
É que por mais pintura que se use para nos embelezarmos ou não, o importante é que saibam discernir o nosso rosto por debaixo dela. é ele que vale por si, o rimel e a sombra apenas realçam um bocadinho os detalhes. ;-)
beijo
Outro.