melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
um blogue que fala de apanhar estrelas, beijar bonecos de neve e adormecer nas nuvens.
Comentários
Kiss
Um abração tamanho do mundo.
Mar, o cotão desaparceu menher, tens tudo a brilhar, tipo "star in the sky", e eu sem entendé nadinha.
Bêjos, Bêjos
Não retirando a música dessa história, deixa-me parafrasear alguém que não conheço "This music is my current obsession. I love it".
Su
Beijão.
Ora, ora, a nossa môça astibadinha d´imaginação, desembaraçada e finta a malta munto beim, tã é nã consigo prantar faladura nos coisos ali d´arriba, mode queim?
És memo balezoera tu, tens que t'assentar à solera da porta a ter opinião sobre tudo. LOL!
Essa das calhandras da minha aldêa parcéme munto mal, mode que nã sô assim.