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Eu prometi...com adenda

algures ali para trás, que voltava ao tema.

Não que o dito assuma grande importância para mim ou afecte de alguma forma o rumo da minha vida neste momento. Ele está traçado e assumido, tem os azimutes todos definidos, estão escolhidas as rotas mais directas, as coordenadas perfeitamente claras. Não, não é para mudar nada, a longo prazo, garanto. E quando se tem uma certeza assim, porque é disso que se trata, de certezas partilhadas, não é qualquer malabarista chunga a tentar fazer o pino para dar nas vistas, que consegue interferir.
No entanto, confesso, eu sou uma apaixonada pela condição humana nas suas fomas mais extremas, por esta raça esquisita de ser vivo que é o único capaz do melhor e do pior, pelas relações que estes seres estabelecem com a sociedade que os rodeia e a forma como como nela se integram, uns mais outros menos, melhor ou pior. E é assim que, como boa antropóloga investigadora que sou, não me vejo capaz de desperdiçar tão vasto manancial de estudo que, todos os dias, se me oferece de bandeja. É um pacote completo de atitudes e comportamentos, rituais e acções simbólicas, intenções e frustrações de que disfruto com particular gozo, nesta relação observador-observado que pratico sem que disso o meu objecto de estudo sequer se aperceba. Porque os melhores espécimes para observar também são, regra geral, os menos inteligentes. Os que nem têm a consciência de que se espalham ao comprido, de cada vez que engendram um plano para sobressair.

Não é nada de novo. Esta coisa de sobrevivência do mais apto, que tanto fascinava o nosso amigo Darwin, tem o seu quê de compreensível. Sobretudo num mundo em que os recursos são esgotáveis, que não chegam para todo/as, em que a ameaça da insolvência - física, psiquica, económica, whatever - está sempre latente. Um mundo onde subsistir sózinho/a é visto como uma espécie de handicap, onde a pressão social e cultural para a constituição de família/grupos-de-amigos/casal/o-que-seja-desde-que-seja-mais-que-um/a, está subjacente a toda a hora. Ora isto despoleta as mais variadas e fascinantes reacções no ser humano. Matéria inesgotável para romances e bestsellers e transposições para o cinema. Ou para posts em blogues.
Anyway, é so para dizer que me divirto muito, continuem. E, a talhe de foice, para dizer que têm razão. Vale mesmo a pena e daí a minha compreensão e simpatia para todos quantos não tiveram o privilégio de disfrutar de tão preenchedora experiência, tanta realização pessoal, tamanha enormidade de emoções. Pelo menos da forma como o sonharam. Uma pena. Toda a gente devia ter direito a isto.


* O bom da blogosfera é nós podermos dizer o que nos apetece, o mau é que nem sempre isso é legível para toda a gente da forma como pensamos que será.
Tradução do post:
- malta o post é uma "declaração de princípios", diz que estou de bem com a vida e dedicado a todos quantos se sintam tentados a preocupar-se mais com a vida dos outros do que com a sua. Portantes: toda a gente que não encaixe nesta categoria não se sinta visado pelo dito, Capisce? Fónix...


Comentários

XICA disse…
Hello, tô de volta ao aconchego, nã pecebi nadica de nada, mas tameim nã me preocupo muito em perceber. Ainda nesta onda de valorização do lixo? Se sim, disparate, se não, não deve de ser muito importante.
Muitos mimos!
XICA disse…
Esqueci-me de dezer cus bonecos ali de riba tã munto giros, tameim gosti deste "coiso"
A bortoeja
Mar disse…
LOL! Xica, resposta não para a primeira pergunta. Nada de valorização, apenas numa de afirmação, capisce? Muito gaja, é o que eu sou..;-)

e os bonecos já existiam, foram eles que deram o mote ao blogue, apanhar estrelas e tal, só me apeteceu trazê-los de volta. Bejos sem brotoeja.
Susete Evaristo disse…
É tamei nã precebi. Atão a modos cali em báxo aventastis que nã percebias as pissoas, nem as riações quelas tem, compritis a promessa de voltar ó assunto e tásse memo a ver candastis astudar.
Até tapaxonastis pla condição homana!!!
Quemastis as pistanas mas ai tá o resoltado.
Tômaspalhar ó comprido cagora vaz ter que escrever o rotêro pró cenema prontos.
Mar disse…
Susete, melhéri:
Eu sempre fui assim, filha, só que nã gosto de mandar a armari em antropóloga por aqui...mas q'ondo faz falta sei munto beim o que dezeri...´:-)
Mar disse…
(...suspiro...tinhas razão, gajo...)
A Tendinha disse…
As pessoas desiludem-nos constantemente, é triste, é frustrante, magoa, apetece fecharmo-nos na conha. Mas não pode ser, eu sindo o meu animal social a pulsar, muito embora este animal já tenha sido bem escaldado muitas vezes, não aprende!

E nem sei se é disto que estás a falar, mas não interessa, era isto que eu precisava de dizer!

Bjs.
Mar disse…
E este espaço existe também para isso, noite, para que tod aa gente que o deseje diga o que lhe vai na alma. :-)

E não, não era isso que eu queria dizer que o meu não era um texto de mágoa, era antes um texto de dizer a quem possa interessar que estou muito feliz. :-)
A Tendinha disse…
Ah bom, então melhor! Continua assim, feliz! :)
XICA disse…
Txiiiii. o que prá qui vai, mãezinha......
A nôti fecha-si na "conha".....gosti desta expressão. e gosti mais ainda da identificação com ela (Nôti), claro, no que respêta aos escaldanços, e nã aprender.
Susete Evaristo disse…
XXXXiiiiiiii já me cali prontos!!!!!!!!!
Mar disse…
LOL! Gajas, vocês são castiças. ;-))
PreDatado disse…
Estava aqui a ler este post e para além de ficar a saber que és uma antropóloga investigadora e mais lá pró PS que és feliz não entendi mais nada. Então pensei cá pra comigo, e se eu fosse dizer à minha mulher para irmos adiantando o jantar que está na hora? E foi isso o que fui fazer. Fui pôr a pescada a cozer que os grelos já estão arranjadinhos.
Mar disse…
Ainda bem que te servi de inspiração para algo assim, prézinho..;-))
Anónimo disse…
É isto a blogosfera miga...
Kisses
Mar disse…
É isto também, Ludo, mas é muito mais, como ambos sabemos. É amizade e talento solidariedade e denúncia e Festa e Liberdade. E é também por isso tudo que eu vou continuando por aqui.

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