urgência que falamos.
Uma urgência morna que nos tolda a vista não deixando de iluminar o olhar, que nos preenche devagarinho, um a um, todos os espaços em branco, como se uma maré. Como uma intempérie que nos colha num rodopio, um Vento Suão.
É isto. Disto que falamos. Desta urgência no amanhã, esta vontade de fazer de conta que foi sempre assim, hoje e em todos os ontens que passaram.
Uma urgência morna que nos tolda a vista não deixando de iluminar o olhar, que nos preenche devagarinho, um a um, todos os espaços em branco, como se uma maré. Como uma intempérie que nos colha num rodopio, um Vento Suão.
É isto. Disto que falamos. Desta urgência no amanhã, esta vontade de fazer de conta que foi sempre assim, hoje e em todos os ontens que passaram.
Como se assim nos fizessem menos falta as memórias que não vivemos em conjunto. Assim enganamos o tempo e o passado. Trazendo-as de todo o lado, a cada dia, para perto do futuro que há-de vir. Com urgência.
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Kiss