Hoje tive duas provas de que alguma coisa de bom devo ter feito para merecer os amigos que tenho.
Uma está retratada nas fotos abaixo. Um gesto espontâneo, de amigas, nos poucos minutos que medearam entre a saída delas do local onde tínhamos acabado de almoçar e a minha. Um ramo de flores do campo no vidro do carro era o que me esperava, depois de elas terem arrrancado no delas primeiro que eu, entre buzinadelas e risos.


A segunda balançou-me toda. Obrigada, por questões de hierarquia, a manter uma pose de alguma contenção, fiquei sem saber como reagir quando, as pessoas que trabalham comigo me ofereceram um presente e um postal. Não era um postal qualquer, daqueles de Feliz Aniversário, um bom dia para si e depois as assinaturas todas certinhas umas sob as outras.
Tinha assinaturas, umas dez. Mas tinha uma das faces, inteirinha, coberta de escrita. De coisas que alguém ali entendeu - e todos subscreveram - que era preciso que eu ouvisse, que era importante que eu soubesse. Coisas que, até hoje, ninguém me tinha dito em palavras claras e singelas, apesar de já mas terem transmitido por actos e gestos. Mais do que uma vez.
Mas hoje foi a primeira vez que me escreveram, entre muitas outras frases bonitas, que se sentiam privilegiados por ser meus subordinados (a palavra foi deles).
E isso é o melhor prémio que alguém pode obter ao longo de toda uma vida profissional. Já para não falar do significado enorme que tem do ponto de vista pessoal.
É a isto que eu chamo equipa. Nos dois casos, a melhor do mundo. :-)
Comentários
Depois fui ler os comentários do do balanço e a Xica esclarecia-me. E aqui fico sem quais dúvidas.
Um abraço, minha querida!
(afinal, nós os Touros, somos boas raparigas!!!)
Talvez um dia conte - e talvez não - uma cena muito, muito parecida, da minha equipa quando eu saí de um determinado sítio. Deixaram-me a chorar.
(No final do jantar de despedida, entregaram-me um 'ofício' com um ar muito oficial, propondo com a respectiva fundamentação que eu fosse mas voltasse a ser chamada, por que eu não tinha sido uma chefe mas uma companheira e uma irmã e precisavam do que eu tinha para lhes ensinar. Eu chorava como uma Madalena e ainda por cima tinham conseguido a assinatura da minha chefe a dizer «Concordo. Cumpra-se"; estou a contar e a sentir de novo o nó na garganta. São momentos como os que contaste e este meu que nos dizem que vale a pena ser como somos.)
Beijinhos.
E para o ano já sei!
É mesmo Emiéle, vale a pena e isto só nos dá mais certtezas. A tua história é linda.
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Xica, eu cá taméin...! :-)))
Beijo e obrigada, linda.
E se alguém recebe uma prenda tão sentida como a que te ofereceram aqueles que contigo trabalham é porque certamente tu mereces. Há coisas que só nos saiem das mãos quando as pensamos com o coração.Parabéns também por conseguires isso.