melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
Não lhe estás a chamar xarope, oh Mar?!!!
(nem faltou o café e a queijadinha de requeijão, tou a ver se me mandam as fotos logo vejo se aqui as ponho)
Até parece que lhe sinto o cheiro! És a "dona" lá do sitio? Invejo-te!
Poderes pegar e ler essas preciosidades no dia a dia e eu só quando o rei faz anos quando tenho tempo para ir às bibliotecas e mesmo assim não tenho acesso a tudo.
Fiqui chêa d´inveja, despois de ver os retratos, tronga!
Esquécime que tô numa casa de gente com estudos, gente xique!
(e já vi quye tá tudo bem não estragaste lá a coisa...) ;-)))
Beijinhos
www.bicatrina.blogspot.com
Depois, considerei que os símbolos que atribuimos às coisas não devem prevalecer sobre critérios de estética, bom-gosto, combinação de cor, and so on...;-))