*esse cabrão, f da p, panasca que à conta dele tou sempre a passar por merdas rocambolescas, dasse.
Quando estou à pressa costuma verificar-se, invariavelmente, a preposição que faz título deste post.
E quando chove, a coisa intensifica-se. Ou não fosse a dita da Lei do Outro influenciada por variáveis que passo aqui a descrever.
Há dois dias que ando sem gasolina no depósito. É claro, como não podia deixar de ser, que a luz de reserva não funciona no meu bólide - mais a buzina e o motor do vidro da porta do pendura mas isso não vem agora a este caso, adiante - o que me leva a ter que fazer contas de cabeça tipo, bom se o ponteiro ontem de manhã ainda estava um cadinho antes do traço vermelho isso deve querer dizer que hoje ainda tenho gasolina para, pelo menos, mais um dia e tal. E, mais ou menos, este brilhante raciocínio lógico tem dado para desenrascar.
Mas, como disse, já havia dois dias que o ponteiro atingira o traço fatídico e eu sempre com o coração no estômago, de cada vez que faço aquela recta antes da bomba, a pensar é desta.
Ora acontece que, nestes últimos dois dias, de todas as vezes que tentei dar de beber ao animal, as filas de carros eram até ao caraças o que me levou sempre a deixar para mais logo. Aqui é quando me dizem que há mais bombas na cidade e coiso mas eu a seguir digo-vos que é onde entra a segunda variável da Lei do Outro: a teimosia. É que a nós, os afortunados bafejados da sorte de sermos possuidores da estúpida Lei, marca-nos esta característica comum de sermos tortos que nem cornos. E eu meti nos ditos que havia de pôr gasolina era ali e em mais lado nenhum. Daí que tenha insistido. À terceira tentativa, uma estranha calmaria parecia verificar-se na bomba, avistada à distância. Toda contente, acelerei para entrar no recinto e quase chocar com a traseira do camião cisterna que ocupava todo o espaço restante por detrás do enorme letreiro temporariamente fora de serviço...que eu não vi, claro.
Por entre pragas e palavrões lá retrocedi a custo sob o olhar zombeteiro do motorista do camião, o anormal e desisti por mais um dia, o terceiro.
Hoje, a minha filha tinha mais uma festa de aniversário e tornei a fazer com o coração no estômago, o que não dá jeito nenhum, hão-de convir, o coiso ali a encher o estômago todo e uma azia nem mais o caraças, a malfadada recta até ao Modelo para a compra do presente, atrasada pois o que é que esperavam, e mais o posterior caminho até ao local da festa. Chegada ao estacionamento e carro parado com uma sensação de a seguir é que tenho mesmo que ir meter gasosa, não passa desta, descubro que...a carteira tinha ficado em casa.
Conclusão final: depois de atingido o ponteiro vermelho, o combustível restante no depósito dá para, pelo menos, três dias de azares variados e alguns quiilómetros extra percorridos devido aos mesmos.
Conclusão final dois: Conduzir a dizer palavrões, se não aumenta o combustivel serve para, pelo menos, não ter um enfarte produzido pela subida da pressão arterial e sistema nervoso descontrolado.
Conclusão final três. Convém parar no semáforo vermelho.
Comentários
Mas a mim normalmente também me dá para rir, mais concretamente na altura em que escrevo os posts.
E também já fiquei parada mesmo tendo luz avisadora...portanto, tudo é relativo, o que conta mesmo é a Lei do...tal. :-)
;-))
Embora eles digam ca esprança de vida é maior é cá nã tenho confiança no queles dizem. O queles querem é qué vá na conversa e assim métem a mão no mé bolso e ainda querem qué trabalhe mais.