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Ah...que no meu tempo era tão diferente

Ida com o adolescente (quase com 15 anos já lhe podemos chamar assim, não?) ao dentista.
Actividade, como se sabe, por demais desprezada pela generalidade dos gaiatos com excepção da minha mais nova que, como tudo o que lhe fizeram até agora foi colocar selantes e oferecer material dentífrico grátis e mostrar filmes no ecran dos Rx e contar histórias, acha que poderia passar toda a sua vida na cadeira do dentista, também posso ir? e quando é que posso pôr aparelho, e posso lavar os dentes lá com aquela máquina e a pasta que sabe a morango?
Chegados à recepção, desenrolaram-se os trâmites de preenchimento/actualização da papelada do costume para os quais eu, numa posição discreta de amordaçamento da mãe-galinha que há em mim, ia apenas fornecendo os cartões solicitados enquanto deixava ao rapaz a tarefa de responder às perguntas de cariz mais logístico como morada, nº de telefone que lhe eram colocadas pela jovem assistente.
Quando esta, com ar maroto, lhe pergunta o estado civil, nada me poderia ter preparado* para a resposta desenrascada, após uma breve hesitação:
- Bem ... eu namoro.


* tive que simular um súbito e fulminante ataque de tosse para ir a correr rir prá casa de banho.

Comentários

cereja disse…
E então???...

Cá por mim temos mesmo de inventar novos "estados civis". Assim numa abordagem superficial, é mais a gente que «vive com o namorado» do que o que está casada ou solteira.
O teu rapaz está apenas a treinar.
(e que tal é a nora? opinião sincera, não de mãe-galinha)
Anónimo disse…
Já ninguém o agarra...
Eu bem te disse que o processo já estava imparável. Há sinais que não falham. :-)
Susete Evaristo disse…
Não há perguntas indiscretas mas se as fazem, levam e ponto final.
Gostei é um estado civil como qualquer outro e que quer dizer... comprometido não me chateis.
Mar disse…
Bem Emi´le, confesso que a anterior, a que vigrou até depois das férias do Natal, com direito a troca de prendas que incluiu perfume e pulseira de marcas conhecidas, era mias od agrado da mãe, e da galinha. Era miuda de cincos, certinha e tal. Esta que dura desde o regresso de paris ema 7 deste mês, parece-me mais prá-frentex...;-)))
Mar disse…
("vigorou", bolas...e "mais do agrado" e
Emiéle.)


Shark, mete imparável no caso...lê o que escrevi antes à Emiéle...;-)))

Pelo andar da carruagem, isto é uma em cada mês...
Mar disse…
Ora nem mais, ou não fosse ele filho de uma mãe despachada e pragmática...;-)))

Mas eu achei piada foi à convicção com que deu a resposta, achando que devia ser isso que lhe estavam a perguntar...LOL!
Esther disse…
Oi mar!
Muito melhor que "estou ficando" , não achas?
Bj
Mar disse…
Tá sim cris, com um ar de verão, muito fresco. Só tem um problema: quando tento comentar não consigo abrir a sua caixa de comentários...estranho.
Esther disse…
Mar..
alguns amigos portugueses queixam-se do mesmo problema. Não sei como resolver isso. Por favor, tenta sempre que for possível.

beijão

Cris ( agatha)
Mar disse…
Irei tentando amiga. Beijo pra si.

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