
a primeira posição com a qual me identifico por inteiro, de todas quantas li até agora.
Nota: não fumo, não gosto que me fumem para cima nem para cima dos meus filhos e acho que se impunha uma lei proibitiva e defensora dos direitos dos não-fumadores. Mas também acho que a sociedade civil (e eu, como membro dela) foi conivente com ou, pelo menos, aceitou de forma demasiado passiva e durante demasiado tempo um certo estado de coisas, para pretender vir agora, de um dia para o outro, dar caça ao bicho-fumador com esta sanha toda e por meio de uma converseta legal que lembra os tempos da outra senhora.
Bem como o cerne da questão no que toca às conclusões a retirar da produção deste, como de quase todos os diplomas legais neste país...
Mas na verdade o que interessa é que alguém ganhe com o assunto, como sempre acontece com estas leis que pretendem regular ex novo todo um sector da sociedade. E, neste caso, assim de uma forma óbvia e à primeira vista, ganha portanto o gajo dos dísticos mas, xacáver, também os gajos dos “laboratórios de ensaio” acreditados pelo IPAC, que vão medir o teor de nicotina dos cigarros, e - helás! - todos os que vão compor o “grupo técnico consultivo” criado pela Direcção-Geral de Saúde para colaborar na definição e implementação de programas quaquaquá (basicamente, uma rave de tachos à espera de acontecer).
Comentários
Esta questão ainda vai dar muito que falar, mas tenho ouvido extremos tão extremos que se perde a razão que posa haver de parte a parte.
Um ano realmente Novo para tí .
Beijão.
(tirando ali o primeiro comentário, que de tão delicado parece mesmo a sério, bora lá responder a esta malta)
Emiéle, já fui ler o post da Hipatia, bem como os respectivos comentários que acabam por ser, muitas vezes, complementos aos próprios textos dos posts e tens razão, seria mais um dos links que poderia ter feito no ponto, exactamente com a mesma introdução da minha parte.
É nestas posições serenas que me revejo. Sem fundamentalismos anti-tabágicos e sem lamechice vitimizante de fumador/doente/inveterado/coitadinho/que não consegue parar (e isto dito por quem fumou durante oito anos seguidos, maço inteiro por dia e deixou de um dia para o outro quando bem entendeu, sem drmas, nem sindromas de abstinência - eu).
Gosto dos argumentos e das soluções propostas. Intermédias.
Também concordo com a posição sobre o legislador. Legislador esse que, aliás, à boa maneira deste Governo (que é quem dita as directrizes da lei, óbvio...)se deve masturbar com a papelada que lhe confere esse efémero poder de "mandar" nos outros. Os sinais estão todos à vista e os exemplos são mais que muitos. O que é que esperavam de mais uma mostra dessa autocracia chamada Sócrates? Eu, nada.