melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
um blogue que fala de apanhar estrelas, beijar bonecos de neve e adormecer nas nuvens.
Comentários
Passei aqui para ti desejar uma linda semana!
Cheia de paz*
Linda foto*
bjus.
Nádia.
Desculpa... é da chuva, fico irritada. E olha que não te adianta andar de pulverizador com este tempo!
Não passava aqui há algum tempo, Mar. Vim agora e vi o post de Abril e vi uma foto cheínha de palavras, em forma de papoilas...que aproveito para te desejar um bom dia. Não as podemos colher porque murcham, dizem.As papoilas. As palavras também não.
Mas as gajas às vezes cansam. O pior é mesmo o vício...
Um dia destes venho cá roubar-te a foto. Num dia em que precise mesmo de (só) ver papoilas.
Não as colho, como não colho as papoilas. Deixo-as estar. quando me apetecerem de novo, abro a janela e admiro-as outra vez. :-)
Vem sempre, gosto de te saber por cá, mesmo sem palavras.
;)*
;D