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RESISTIR




Somos resistentes.
Ao frio, à fome, ao calor extremo, à sede. À mágoa que consome.
Somos resistentes à dor, a da tortura e a do amor. A que sufoca, a que amordaça.
A que arredonda o corpo e o rasga e o abre para se dividir noutra vida. E à que nos dilacera quando parte quem amamos.
Resistimos.
Somos combatentes, resistentes.
Vamos à luta e compramos as guerras que nos desafiam a travar. Na corda bamba, sem vacilar. Ganhamos umas, perdemos outras, tornamos a ganhar.
Ousamos e voamos e caímos. E tornamos a voar.
Resistimos. Quando nos atacam e abatem e nos agridem e condenam. E não aplaudem.
Resistimos, sim.

E, resistindo, vencemos

Comentários

shark disse…
E se for preciso podes sempre contar com mais uma espingarda.
Anónimo disse…
Raios: não sou resistente a coisa nenhuma dessas...
Mar disse…
Sei que sim parceiro. E conto, como sabes. ;-)
Mar disse…
Temso que aprender a ser, nina.
Com os anos de vida e os baldes de água fria que nos atiram quando menos esperamos. Com o imponderável que nos agarra numa esquina e que não podemos evitar. Vamos aprendendo a resistir. E é bom sabermos fazê-lo. Porque, quando é preciso travar batalhas, sentimo-nos fortes.
Anónimo disse…
Uma espingarda por aqui também dava jeito, Shark! Mas acho que posso usar as caçadeiras do meu avô...
shark disse…
Ou as calçadeiras da avó, tanto faz.
O que interessa é não avançarmos desarmados para o oponente... :-))

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