
Somos resistentes.
Ao frio, à fome, ao calor extremo, à sede. À mágoa que consome.
Somos resistentes à dor, a da tortura e a do amor. A que sufoca, a que amordaça.
A que arredonda o corpo e o rasga e o abre para se dividir noutra vida. E à que nos dilacera quando parte quem amamos.
Resistimos.
Somos combatentes, resistentes.
Vamos à luta e compramos as guerras que nos desafiam a travar. Na corda bamba, sem vacilar. Ganhamos umas, perdemos outras, tornamos a ganhar.
Ousamos e voamos e caímos. E tornamos a voar.
Resistimos. Quando nos atacam e abatem e nos agridem e condenam. E não aplaudem.
Resistimos, sim.
E, resistindo, vencemos
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Com os anos de vida e os baldes de água fria que nos atiram quando menos esperamos. Com o imponderável que nos agarra numa esquina e que não podemos evitar. Vamos aprendendo a resistir. E é bom sabermos fazê-lo. Porque, quando é preciso travar batalhas, sentimo-nos fortes.
O que interessa é não avançarmos desarmados para o oponente... :-))