não quereides saber para nada da avalanche de neuras entre as quais eu passei a minha primeira tarde de folga, generosamente decretada pelo nosso gentil Governo antes das festas pascais, pois não?
Bem me parecia.
Mas como ainda continuo a digerir as fúrias sucessivas, eu conto na mesma.
Começou logo depois do café, quando tive que regressar ao gabinete para ir buscar umas cenas de que irei precisar durante estas mini-férias. Tinha deixado recado para não trancarem a porta do edifício, visto que a minha querida chave não abre quando a porta está trancada mas apenas se digna fazê-lo quando a dita fica fechada no trinco. Esperava-se o quê? Pois tá claro, meto a chave à porta...trancada.
Vários telefonemas depois e correspondentes palavrões, lá vem uma alma caridosa abrir-me a p....o raio da porta.
Chegada ao gabinete, esperava-se o quê? Evidentemente, pois claro. O objecto de que necessitava não estava em lado nenhum. Revolvi os vários gabinetes contíguos de uma ponta à outra, mexi nas gavetas de toda a gente (azar), debitei calão do mais impróprio que se possa conceber, tentei ligar para toda a gente que ali trabalha (sem sucesso, óbvio, chamem-lhes parvos, os telélés são mas é para desligar mal se pisa o degrau de saída) e acabei por ter que decidir outra abordagem. Esta envolveu ligar ao único superior que se encontrava a trabalhar, pedir, por favor, que me viesse abrir a porta para que eu pudesse ir procurar num armário do edifício principal um bendito artefacto do género daquele que alguém terá decidido levar para casa sem me consultar..Grrrrrrrrrrrrr (podeides imaginar as consequências para o/a cujo/a, não é...).
Aberto o armário o que se esperava, perguntaides vós? Pois. Nem mais. Claro. Exactíssimamente isso! Não havia nada dentro do armário...
Possessa, mas literalmente, quase com a cabeça a girar para trás e a expelir vómito verde, desloco-me a uma loja para adquirir o bendido aparelhómetro que depois logo se via. Tenho uma vaga sensação de que a menina tentou ser simpática, enquanto me explicava delicadamente que poderia vender-me a coisa mas tinha que ser recarregável e eu assim iria ficar prejudicada e aquilo consumia muito e blá e que a continuei a ouvir a gaguejar...quando saí disparada da loja, quase através do vidro, depois de um grunhido que deverá ter soado assustador.
Rendida às evidências, montei-me no meu jipe mini, atarrachei os óculos escuros e rumei ao bairro dos meus encantadores amigos ciganos, abri a porta do escritório-contentor, entrei calmamente e apoderei-me da placa 3G da TMN de que necessitava para este fim de semana como do ar que respiro.
Devo ter feito um gesto aos cabelos, à Miss Piggy, quando acelerei dali para fora com metade dos moradores atrás, a quererem dar uma palavrinha.
Que lhes fiz adeus, ao estilo Rainha de Inglaterra, com um sorriso de orelha a orelha, disso tenho a certeza. Que eu sou uma lady. Olá se sou!.
Que lhes fiz adeus, ao estilo Rainha de Inglaterra, com um sorriso de orelha a orelha, disso tenho a certeza. Que eu sou uma lady. Olá se sou!.
Comentários
Espero que tenha valido a pena tanto caminho palmilhado (que a gente sabe bem como funcionam as plaquinhas...).
Olha e já agora Boa Páscoa!
Mas presta muita atenção à adenda que se há-de seguir...
Boas amêndoas. Das gosdas e cheias de açucar e assim ;-)
Era gordas, Gordas. Boas. :-)