a fachada, um jeitinho no exterior, uma caiadela de branco alvo bordada pela barra azul ou amarelo-ocre. Plantar umas malvas cor-de-rosa nos canteiros, talvez uma buganvília que suba pela ombreira, num abraço protector às portadas.
Manter a aparência de solidez, a todo o custo, não dar tréguas ao salitre, não deixar desabar o reboco. Abrir as janelas de par em par. Um sorriso aberto para quem vier por bem.
Segurar a trave mestra lá dentro, lá por dentro, a poder de calços, reforçar os pilares, cuidar que os [muitos, tantos, mas quando é que eles acabam?] estremeções na estrutura não ameacem a segurança do edifício.
O que é preciso é que se aguente de pé, que não desmorone, que fique sempre de pé.
Foto: Mar algures numa rua de Lisboa...

Comentários
E foi o mote para o post...ainda bem que fica na memória. :-) Beijinho sua maratonista...