mensagens que enviei no dia 31 de Dezembro dizia que este foi, talvez, um dos piores anos da minha vida.
Mas trouxe-me dos momentos mais felizes que já vivi. Era isto que dizia o texto, assim, ipsis verbis, preto no branco, contradição por cima de contradição, fazendo jus ao que tenho em mim de tão normal que já não espanta ninguém, esta estranha forma de olhar o mundo, quase sempre do contra, sabendo exactamente o que não quero mas com sérias dúvidas sobre o que continuo a perseguir para um dia saber que cheguei finalmente a casa.
O texto dizia isto e falava desses momentos em que fui feliz e lembrava-os devagarinho, como quem saboreia um doce e o deixa derreter na boca esperando que nunca acabe. Falava de Amizade, de magia, de noites intermináveis e de Família, de risos e calor. Falava de saúde, de vida e de garra para as lutas.
E a mensagem dizia tudo isto a quem foi directamente responsável porquase todos alguns desses momentos, numa despedida breve de quem deseja tudo de bom para um futuro incerto, esse mesmo que dali a umas poucas horas se iria tornar em presente.
Foi uma mensagem dura de escrever e enviar. Com sabor a fim, sem certezas de recomeço. Mas foi também aquela que teve das respostas mais bonitas que alguém poderia desejar. Genuína, intensa, ao vivo e a cores, as cores dos olhos e sorrisos, do vinho, da lenha incandescente e do primeiro sol do ano a nascer.
E só por isso, este não pode deixar de ser um ano bom.
E a mensagem dizia tudo isto a quem foi directamente responsável por
Foi uma mensagem dura de escrever e enviar. Com sabor a fim, sem certezas de recomeço. Mas foi também aquela que teve das respostas mais bonitas que alguém poderia desejar. Genuína, intensa, ao vivo e a cores, as cores dos olhos e sorrisos, do vinho, da lenha incandescente e do primeiro sol do ano a nascer.
E só por isso, este não pode deixar de ser um ano bom.
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