Livros, montes, como é que me esqueci de livros, o Jamaica e o Tóquio, como me fui esquecer do Jamaica e do Tóquio, o som do mar, um petisco com amigos, o miradouro do Príncipe Real, a Rua da Rosa e a Gafieira, a Terrugem, o sol vermelho de sangue no Alentejo infinito, sangria de champanhe, o Coliseu, um concerto dos "Cheiro de Minina" numa terreola perdida em Natal, um café na marina em Port D'Antrax, café, café, café, os Doors, um serão em família, o Citröen 2 cavalos, o cheiro de alguém numa peça de roupa esquecida, gelado italiano, velas, muitas, sempre, artesanato de Timor. Ser feliz.
melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários