textos em draft. Linhas deitadas ao acaso para o éter, sem limitações de tempo ou hora marcada. Conversas comigo própria, que amainam a ressaca da vontade da escrita que me ataca a espaços. Numa delas, dizia-me [a mim, sim, dizia a mim mesma e não a vocês aí desse lado por contraditório que pareça, porque o que me interessa verdadeiramente é a mim que digo e a mais ninguém] que este blog não é autobiográfico. Apeteceu-me passar para o papel este disclaimer, escarrapachá-lo ali na coluna do lado. E depois então, só depois, prosseguir.
Porque a pachorra tem dias e nenhum deles é para escrever o que depois irá ser interpretado e dissecado como se fora a história das nossas vidas. O que acontece - sempre - neste tipo de blogues que se convencionou catalogar de mais intimistas. E assim me abstenho de escrever. Por isso opto por blogues anónimos que vou criando e apagando, que faço viver e mato depois a meu bel-prazer, que controlo eu e só eu e por onde espalho as palavras que não cabem aqui. Por ali me fico.* Por onde me esforço para continuar a não desaprender a escrita.
* ou então venho práqui escrever coisas encriptadas como o post de baixo, o que não deixa de ser também uma perspectiva interessante...
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