melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
Isso também, é claro...
:D
(este post tinha destinatário, mas decidi meter a minha colherada; aliás os teus últimos posts parece mesmo terem destinatário, e eu fico um tanto sem jeito de me intrometer...)
Aliás, é bom ver as reacções das pessoas que gostam de nós, às coisas que nos importam de verdade. :-)
(pronto não é impulse)
um beijinho.
Do vinho, da comida, do clima.
Mas acima de tudo, de estar com algumas das pessoas de quem mais gosto: o amor da minha vida, uma "velha" e querida amiga e o casal do momento.
Senti o que nem sempre se sente, como se já ... à tanto tempo e tenho a sensação que sentimos todos o mesmo.
Somos TODOS incríveis, por aquilo que fazemos, por aquilo que dizemos, por o que não dizemos mas sentimos e sobretudo por sermos capazes de encarar o futuro e as nossas vidas da forma como o fazemos.
Gostei, muito.
Olha quéu nã tenho gajo, filha mas jé tivi e era lindo e encantador e também já tivi córenta anos!
Beijinhos
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susete miga, nã é nada! É mesmo só para ficar aqui prá posteridade, como constatação de um facto indesmentível. LOL! E ter córenta anos é muita fixe.
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O mundo devia ser mais assim, simples, não achas noitinha?
E agora que me desculpem meus amigos, sem desmerecimento de ninguém, tenho que ir aqui responder com um lençol à gaja que me deixou de lagriminha no olho ali em cima...
O teu comentário não tem preço. Porque senti exactamente o que descreves e acredito também que todos os sentiram. Porque saber-me nesse grupo de pessoas tão especiais para ti me faz sentir um orgulho danado mas sobretudo porque usaste a expressão mais bonita que se pode proferir e que tenho ultimamente repetido,"amor da minha vida".
Só em casa nos sentimos assim e com vocês eu sinto-me em casa, desde sempre.
Um beijo grande, grande.
Ele: Foi giro, embora o nervoso, os tenho feito falar mais e mais rápido do que o habitual.
Eu: Já te esqueceste como era? Já te esqueceste da cumplicidade que tinha connosco? Ela sempre acreditou em nós e eu agora ACREDITO NELES!
Nós: "CHUAC CHUAC"
(e esse grand final...cof, cof, vejam bem, acomodem-se ou querem passar de 5 para 6, hum??) :-))