
Foto: Mar
Parece que passou muito tempo desde que vinha para aqui com a alma nas mãos, deixar pedacinhos de emoções para que ficassem registados para a posteridade.
Parece que já lá vai o tempo de vida do blog como se de um amigo se tratasse. Esse tempo da inocência em que a beleza que encontramos nas coisas brota da fé que nelas depositamos.
Houve um tempo assim, ainda que agora quase pareça não ter existido, agora que este não é mais do que um lugar onde venho às vezes. Poucas. Como se este fosse um abrigo pouco usado, cuja chave já quase perdi por entre os caixotes e malas e sacos que guardam lembranças de um passado que foi meu. Que continua a ser meu porque os nossos passados pertencem-nos por mais que pareçam esquecidos, embrulhados em folhas de plástico às bolinhas, daquelas que rebentamos entre os dedos num reflexo inconsciente, quando abrimos as caixas onde os guardamos.
É para isso que aqui registamos dias e noites diferentes, luas e marés, alegrias de quase rebentar e mágoas que passaram com um beijinho. Para guardarmos as cores e cheiros desses momentos até à altura de abrir a caixa e de os soltar outra vez, de encontro à nossa memória ou saudade.
Parece que foi há muito tempo mas foi apenas há um ano que aqui escrevi sobre o azinho a queimar e o seu aroma misturado aos cheiros da casa, chão lavado, velas, lençóis de flanela coçada e batata doce assada.
Faz agora só mais um ano que por aqui me vou ficando, apesar de parecer que já não trago a alma nas mãos e já não sei escrever sobre luas e marés.
Mas ainda fico. Mais um bocadinho.
Parece que já lá vai o tempo de vida do blog como se de um amigo se tratasse. Esse tempo da inocência em que a beleza que encontramos nas coisas brota da fé que nelas depositamos.
Houve um tempo assim, ainda que agora quase pareça não ter existido, agora que este não é mais do que um lugar onde venho às vezes. Poucas. Como se este fosse um abrigo pouco usado, cuja chave já quase perdi por entre os caixotes e malas e sacos que guardam lembranças de um passado que foi meu. Que continua a ser meu porque os nossos passados pertencem-nos por mais que pareçam esquecidos, embrulhados em folhas de plástico às bolinhas, daquelas que rebentamos entre os dedos num reflexo inconsciente, quando abrimos as caixas onde os guardamos.
É para isso que aqui registamos dias e noites diferentes, luas e marés, alegrias de quase rebentar e mágoas que passaram com um beijinho. Para guardarmos as cores e cheiros desses momentos até à altura de abrir a caixa e de os soltar outra vez, de encontro à nossa memória ou saudade.
Parece que foi há muito tempo mas foi apenas há um ano que aqui escrevi sobre o azinho a queimar e o seu aroma misturado aos cheiros da casa, chão lavado, velas, lençóis de flanela coçada e batata doce assada.
Faz agora só mais um ano que por aqui me vou ficando, apesar de parecer que já não trago a alma nas mãos e já não sei escrever sobre luas e marés.
Mas ainda fico. Mais um bocadinho.
Comentários
Bebe então mais um copo, amiga.
Até porque há coisas que são como andar de bicicleta. Como escrever sobre luas e marés.
Da inocência.
De trazer a alma nas mãos para poder escrever sobre luas e marés.
parabéns com beijos(atrasados)
Mas o post refere-se a mais um ano na blogosfera sem ser nenhuma efeméride especial de data de entrada nem nada assim. Só mais um ano "civil" por assim dizer. ;-)
Sou do contra, gosto de comemorar as coisas quando me apetece. Seja como fôr obrigada pelos teus parabéns e os votos de que fique. És gira pá!
também levas tudo à letra pá ;)
e, gira és tu.
dah!
Dahh... obrigada pelo gira ;-))
e depois escrita sem kodak é no que dá.
e olhaaqueleachamar-noscromos!!
dahh!!
:)
Bem podes dizê-lo! Dahhhh, equeméqueelepensaqueéparanoschamarcromosoraessa????