
Falar de maus tratos não é como falar das nossas neuras e preocupações comezinhas. Falar de maus tratos traz imagens de rostos frescos de menina amarfanhados de negrões e inchaço. Traz raiva e angústia por ser tão difícil de resolver por ser tão difícil de parar, porque quase nunca pára assim, depressa, como se queria. Ter à nossa frente alguém que é vítima de maus tratos às mãos de outro alguém diminui-nos e envergonha-nos enquanto testemunhas do que nunca podia acontecer. Sobretudo quando esse outro alguém são os próprios pais.
Eu sei que as instituições existem, os núcleos de apoio, a denúncia, as casas de acolhimento ,os psicólogos, o diabo a quatro mas não é isso que a vítima quer.
A vítima só quer que aquilo pare. E que a amem e a deixem sentir segura e protegida e fazer o que é suposto fazer. Que é amar os pais ainda que eles sejam umas bestas.
Eu sei que as instituições existem, os núcleos de apoio, a denúncia, as casas de acolhimento ,os psicólogos, o diabo a quatro mas não é isso que a vítima quer.
A vítima só quer que aquilo pare. E que a amem e a deixem sentir segura e protegida e fazer o que é suposto fazer. Que é amar os pais ainda que eles sejam umas bestas.
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