a Xica colocar-me, ali em baixo, a questão do porquê da escrita deste ou daquele tema. Tem piada porque revela, de alguma forma, as expectativas de quem lê um blogue, seja este ou outro qualquer.
Na perspectiva desta minha amiga, pelo facto de eu encontrar numa espécie de mundo à parte, nele não deveriam caber "as coisas pequenas", seria expectável que me apetecesse escrever só e apenas sobre as nuvens, os raios de sol e os passarinhos. Mas nada do que me sai por aqui é expectável, desenganem-se.
Que não restem dúvidas: apetece-me escrever sobre isso. E faço-o.
Mas o meu blogue é também o meu jornal de parede, onde vou publicando o que concluo da minha singela observação do mundo. E por isso, tal e qual como sempre fiz, hei-de continuar aqui a descrever o problema do entupimento do cano do bidé e a grande chatice que isso é ou a teoria da relatividade aplicada ao efeito de estufa ou a história da sacana da gaja frígida e ressabiada que mora no 3ª E a quem deu agora pra me contar as cuecas que tenho no estendal.
O que dá gozo em ter um blogue é esta opção de se escrever sobre o que quer que seja, em tempo real, exactamente no momento em que nos sai. E ainda podermos ficar todos contentinhos com isso. E à borla.
Agora, não caiais no erro de vos sentirdes tentados, é que nem ao de leve, para de cada história que aqui se conta extrapolar para a teoria pseudo-freudiana de, é pá a gaja agora escreveu isto então quer dizer que está virada prá lua ou então olha, pera, não, a tipa agora já escreveu aquilo, significa que acabou de se virar pró sol ou boracáver como é que a fulana acordou hoje porque, meus caros, estaides enganados. Redondamente.
A gaja até pode estar virada prá via láctea inteira que vós não haveis de saber, se a tipa assim o entender. Porque produzir ficção é a coisa mais fácil que existe.
Depois não digam que eu não avisei.
* a talhe de foice, sugiro que se tornem fãs - como eu - deste blogue. Para verem o que é exercício de escrita a doer. Ou alguém acredita que pode calcular o humor da Sofia quando escreve cada post daqueles?
Na perspectiva desta minha amiga, pelo facto de eu encontrar numa espécie de mundo à parte, nele não deveriam caber "as coisas pequenas", seria expectável que me apetecesse escrever só e apenas sobre as nuvens, os raios de sol e os passarinhos. Mas nada do que me sai por aqui é expectável, desenganem-se.
Que não restem dúvidas: apetece-me escrever sobre isso. E faço-o.
Mas o meu blogue é também o meu jornal de parede, onde vou publicando o que concluo da minha singela observação do mundo. E por isso, tal e qual como sempre fiz, hei-de continuar aqui a descrever o problema do entupimento do cano do bidé e a grande chatice que isso é ou a teoria da relatividade aplicada ao efeito de estufa ou a história da sacana da gaja frígida e ressabiada que mora no 3ª E a quem deu agora pra me contar as cuecas que tenho no estendal.
O que dá gozo em ter um blogue é esta opção de se escrever sobre o que quer que seja, em tempo real, exactamente no momento em que nos sai. E ainda podermos ficar todos contentinhos com isso. E à borla.
Agora, não caiais no erro de vos sentirdes tentados, é que nem ao de leve, para de cada história que aqui se conta extrapolar para a teoria pseudo-freudiana de, é pá a gaja agora escreveu isto então quer dizer que está virada prá lua ou então olha, pera, não, a tipa agora já escreveu aquilo, significa que acabou de se virar pró sol ou boracáver como é que a fulana acordou hoje porque, meus caros, estaides enganados. Redondamente.
A gaja até pode estar virada prá via láctea inteira que vós não haveis de saber, se a tipa assim o entender. Porque produzir ficção é a coisa mais fácil que existe.
Depois não digam que eu não avisei.
* a talhe de foice, sugiro que se tornem fãs - como eu - deste blogue. Para verem o que é exercício de escrita a doer. Ou alguém acredita que pode calcular o humor da Sofia quando escreve cada post daqueles?
Comentários
O meu é uma espécie de diário, alterno historietas pessoais com as minhas opiniões (como se interessasse aos outros - mas interessa-me a mim!) sobre o que se passa na minha terra, a minha visão política no sentido da polis, porque para mim a vida social é política.
No teu nota-se bem as flutuações de humor e de interesses. Por vezes fica tão íntimo que não venho dizer nada. Outras, apetece logo meter a colherada!
It's a pitty isn't it?
Olha amiga eu só não meto a colherada nos teus escritos intimistas, acho que não devo porque é bonito demais o que escreves. Se tu estás de rabo para a lua ou com os pés de molho quando escreves isto ou aquilo nem quero saber, quero é continuar a ler-te e a rir-me como com este que aqui deixas.
Beijinhos para ti.... e cumprimentos a tua visinha!
...............
Essa "desbragada" prézinho...começa a estender braguitas coloridas, sempre distrai a rapariga. A minha até é uma senhor a simpática o 3º foi só porque saiu podia ter saido 6º J ou assim..;-))
E podes voltar as vezes que te apetecer.
...........
Eu acho que a gaja imagina é mesmo o que eu faço com elas...
mas olha vizinha, eu gosto sempre que vocês metam a colherada, mesmo nos escritos intimos. Provocar reacções é a função da escrita e quando a coisa fôr mesmo mesmo mesmo pessoal, fecho so coments. POr isso, força!
E sim, quando escrevo estes é mesmo para rir.
...
E com esta te consideras também respondida, ò gaja XICA. Adoro escrever posts deste tipo, o que eu me divirto...foi por isso que não quis que ficasses induzida em erro.
Beijos a todos
E o que li pois voltei aqui para deixar este comentário mas vou voltar para ler mais, como ia dizendo para além da excelente forma de escrita o que conta é realmente assim.
Se nós mulheres soubessemos o que é a vida depois do casamento acho que todas nós escolheriam viver sozinhas.
É mais bonito, mais romântico, menos trabalhoso.
Quanto ao blogue é como dizes, de uma intensidade sem paralelo em toda a blogosfera. Gosto muito.
Nos dias de chuva ó travoada vá que nã vá sempre se dorme mais quentinho mas no Verão, uf chega pra lá ca cama é minha.
Sabes que há 2 anos houve alguém que me fez sentir assim ele eram flores à porta, ele eram poemas na caixa do correio, ainda andei ca cabeça em bandalho mas depois assentei. Qué lá isso na minha idade e com o gostinho da liberdade que vivo ia-me agora embeiçar e perder este gosto de ser como os passarinhos ná. Acabei tudo e quando ainda recebo mensagens nem resposta dou.