por baixo de mim e para grande azar - deles - mora um casalinho insípido, ainda relativamente jovem mas com ar de mofo, com dois filhos, um deles da idade da minha. Todos com ar pouco saudável, anémicos, olheiras, magrelas, mas com hábitos muito higiénicos tais como a caminhada pelo calçadão no final da tarde.
Já é terceira vez que, mal batidas as onze da noite, me vêm deixar papelinhos na porta com grandes loas ao descanso e ao fraterno convivio entre condóminos, pedindo por todos os santinhos que não se faça barulho porque são pessoas trabalhadoras e sérias e se deitam muito cedo (é claro que no íntimo o que este discurso quer dizer é mas é, grande puta que és, gaja sózinha vê-se logo, não sabes educar os miudos, que têm a ousadia de RIR enquanto brincam um com o outro na cama antes de deitar, mas enfim).
Da primeira vez ainda dei de barato e pensei com os meus botões que, se calhar, quem estava mal era eu e tal. Na segunda já comecei a rosnar uma vez que o malvado, insuportável barulho que tínhamos estado a fazer era, tão sómente, conversar em tom de voz normal e ainda nem eram onze e meia da noite. Tá bem, claro, isto só acontece porque os gajos sabem bem que a Lei do Ruído estipula as dez da noite como hora eticamente correcta para não se incomodar os vizinhos. (e a Lei Marcial um dia destes, não? Dasse...) Mas incomodar, na minha perspectiva, é bater com as portas e gritar, aspirar, pôr música em altos berros ou partir pratos. Coisas assim. Nunca deixar de fazer cócó porque os tótós podem ser afectados pelo ruido do chapão na água.
Então, considerando que resiti estoicamente a devolver-lhes o terceiro papelinho com o conselho de que uma queca, de vez em quando nem precisava de ser todos os dias, ao deitar alivia o stress e até faz bem à pele, o dia hoje começou com Doors, LA Woman, em altos berros no corredor, onde a acústica é melhor para espalhar o som por toda a casa e estrutura do prédio...
Embora a Aida, de Verdi, com o Luciano Pavarotti em tenor principal, tenha entrado logo a seguir que isto temos que ser ecléticos nos gostos musicais e também educar o povo.
Estou na dúvida se continuarei com o Quebra Nozes ou os Xutos...
Já é terceira vez que, mal batidas as onze da noite, me vêm deixar papelinhos na porta com grandes loas ao descanso e ao fraterno convivio entre condóminos, pedindo por todos os santinhos que não se faça barulho porque são pessoas trabalhadoras e sérias e se deitam muito cedo (é claro que no íntimo o que este discurso quer dizer é mas é, grande puta que és, gaja sózinha vê-se logo, não sabes educar os miudos, que têm a ousadia de RIR enquanto brincam um com o outro na cama antes de deitar, mas enfim).
Da primeira vez ainda dei de barato e pensei com os meus botões que, se calhar, quem estava mal era eu e tal. Na segunda já comecei a rosnar uma vez que o malvado, insuportável barulho que tínhamos estado a fazer era, tão sómente, conversar em tom de voz normal e ainda nem eram onze e meia da noite. Tá bem, claro, isto só acontece porque os gajos sabem bem que a Lei do Ruído estipula as dez da noite como hora eticamente correcta para não se incomodar os vizinhos. (e a Lei Marcial um dia destes, não? Dasse...) Mas incomodar, na minha perspectiva, é bater com as portas e gritar, aspirar, pôr música em altos berros ou partir pratos. Coisas assim. Nunca deixar de fazer cócó porque os tótós podem ser afectados pelo ruido do chapão na água.
Então, considerando que resiti estoicamente a devolver-lhes o terceiro papelinho com o conselho de que uma queca, de vez em quando nem precisava de ser todos os dias, ao deitar alivia o stress e até faz bem à pele, o dia hoje começou com Doors, LA Woman, em altos berros no corredor, onde a acústica é melhor para espalhar o som por toda a casa e estrutura do prédio...
Embora a Aida, de Verdi, com o Luciano Pavarotti em tenor principal, tenha entrado logo a seguir que isto temos que ser ecléticos nos gostos musicais e também educar o povo.
Estou na dúvida se continuarei com o Quebra Nozes ou os Xutos...
Comentários
E eu fartei-me de rir, em bom Mar, afinadissima.
Xica, sabes como é quando me mexem c'os nervos...
Não te preocupes susete, tenho uma selecção musical vastíssima para os mecinhos..
á gente...
Arranja assim umas gravações fixes para lhes pores à noite: uns gemidos, um bebé a chorar... há coisas que não se podem evitar...:PPP
Por acaso também estou mais de acordo com a dita Avé Maria, porque era difícil não te escangalhares a rir com o protesto!
Às vezes tem a ver com paredes finas, estando eu 100% de acordo contigo e do teu lado tal como contas isso,mas já me tem acontecido querer ver uma coisa na tv e a vizinha do lado tem a dela tão alta que eu vou vendo as imagens no meu ecrã com o som da tv dela - e muitas vezes não coincide o que vejo com o que oiço...