eu soube escrever.
Só o Melhor
Sim, era disso que se tratava. Aquilo que exigia da vida para si e de si própria para oferecer ao mundo. O melhor. Ou então nada. Só o melhor, condição que impunha, quase dogma. Que defendia religiosamente. Na escolha dos amores como do vinho. No prazer carnal de uma refeição confeccionada com mestria. Só o melhor das carícias, que só os melhores conseguem levar ao extremo. Era isso. O que considerava que lhe era devido e que devia. Cobrança que fazia, por existir neste túnel chamado vida, com uma só saída lá ao fundo. Crédito que dava, a quem com ela partilhava a passagem. Por sorte ou azar.
Nada menos do que o melhor. Assim soubera que no fundo do mar se escondiam tesouros raros. Assim experimentara o sabor dos flocos de neve e a textura da pele de uma ave recém-nascida.
Assim chegara até ele. O melhor. Impossível de passar ao lado, de não reparar. Nada de margem para dúvidas, no remoinho das palavras com que se despia.
Assim descobrira a magia. Das pontas dos seus dedos a desbravá-la, do sopro suave sobre a humidade do seu corpo.
Sim, fora disso que se tratara. A inequívoca garantia de uma peça única, colheita irrepetível, lapidação depurada, viagem em primeira classe. O que esperara e obtivera. O que continuava a exigir. O que cultivaria com afinco. Nunca menos do que isso. O melhor.
Sim, fora disso que se tratara. A inequívoca garantia de uma peça única, colheita irrepetível, lapidação depurada, viagem em primeira classe. O que esperara e obtivera. O que continuava a exigir. O que cultivaria com afinco. Nunca menos do que isso. O melhor.
Comentários
:-)
Obrigado pela visita ao "Cantigueiro".
Este é um belo lugar para "apanhar estrelas..." e ir voltando muitas vezes.
Abreijos
Volta sempre, serás bem vindo.
Para isso é que o blog é nosso!
E era uma pena estes textos ficarem esquecidos lá em baixo.