melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
(é que não sei se a malta clica nos linques das coisas boas que a gente deixa e resolvi mostrar o que perdem se não o fizerem)
(a foto, que o texto é inventadinho por mim) :-))
(lembro que sou pitosga)
Já agora quem é que se lembra de ir soltar um balão, nuazinha?!
A imagem é linda e provém do site de uma ilustradora que está assinalado sob a mesma e que vale muito a pena visitar.
A tua "tulipa" é....um pássaro preso com um cordel ao "coração" de quem o larga a voar e só sendo um pássaro faz sentido o que escrevi (tá bem que podes aplicar aqui as metáforas que quiseres e o pássaro simbolizar-te filhos, por exemplo.) :-)
É hoje devo tar do contra, prontos!
não shark? LOL! Mas a gente perdoa-lhe. Em 365 dias de boa disposição, um de mau feitio...cousa pouca. :-)
Dexôs poisare... como se diz por aqui na minha terra.
Mas...
Gostei que a Suzette embirrasse. Acho que o que dá mais vida às caixas de comentários é exactamente as discordâncias. Tenho alguma pena que lá no Pópulo, como quem comenta tem pontos de vista quase que iguaizinhos aos meus, nunca ou quase nunca, há uma discordância. A coisa fica mais mortiça....
Mas a embirração da susete teve graça porque, precisamente, ela nunca tá de maus humor! :-))))
(e eu adoro a imagem! e as outras todas desta ilustradora)