das centenas, quiçá milhares, (eu sei que são milhares mas adoro qualquer oportunidade de utilizar a palavra 'quiçá'..) de casas que compõem a minha cidade, não consigo deixar de me perguntar porque raio havia eu de encasquilhar que tenho que morar numa com vista para o campo...
melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
tenho que me leva a pensar como pode a malta endinheirada viver em
vivendas todas encaixadas umas nas outras e emolduradas por prédios de
3 andares..
No entanto, posso adiantar que, para alguns casos específicos, sei perfeitamente a resposta...
Era "psicólogo", of course...;-)))
:-)))
Olha lá, parte desta maltosa anónima não terá alguma ligação à que aqui esvoaçou há uns dias?
Apostava, apesar de os palavrões terem sido substituídos pelas fixações em roedores. :-)
Mas como não tou muito virada prá zoologia não ligo, tásaber..:-))
Mas deixa que o teu estilo é inconfundível e ainda mais as provas que já deste de seres uma pessoa de bem.
O zoológico tresanda a milhas. :-)))
Agora é às claras.
Vamos ver então a coragem dos/as embuçados/as nesta caixa. :-)
mas confesso que gosto mesmo muito mais de te imaginar Suzete, nome de mulher com rosto inventado mas simpático sem sombra de dúvida. :-)