um Sábado incrívelmente azul, quente como os mais marcantes dias do Verão passado, a apelar a esplanadas e cheiros de sardinha assada à beira-mar.
Decido que é uma boa idéia apanhar ar, beber um café e dar uma volta pelas lojas até à hora do fecho.
Depois de andar em círculos, sem conseguir arranjar lugar para estacionar e de encontrar todo o tipo de obstáculos consumidores do pouco tempo que resta até à uma hora da tarde, tais como TODOS os vermelhos a cairem à minha chegada mas quem raio é que programa o c&%$!?&"!! dos semáforos nesta cidade?, ou um enorme camião de mudanças a tentar estacionar entre dois carros (dasse...), estou já naquela fase em que todos os palavrões do léxico peixeiro mais completo se ouvem por entre a musica em altos berros quando, o que me vale é o ar condicionado que permite as janelas fechadas, enfim, me aparece um lugar perfeito, central, a pouco metros dos sítios em que quero entrar.
Estaciono, apanho tudo o que preciso e saio acelerada para aterrar literalmente... nos braços de uma daquelas parentes que adquirimos por via de uma certidão do registo civil, entretanto anulada...dita cuja que, sem o mínimo senso de oportunidade, claro, espera-se outra coisa deste tipo de parentes? aproveita logo para pensar que pode pôr a conversa em dia e, como quem não quer a coisa, ir perguntado para que lado vou e tal que está tanto calor e ainda por cima já é mesmo hora de almoço (eu sei, dasse!) e estava mesmo a precisar de passar não sei aonde antes de fechar and so on.
A totalidade do meu mau-feitio decide que não pode mais manter-se abafado por entre uns quantos palavrões e aparece em todo o seu esplendor.
Mais uma que pode passar a dizer cobras e lagartos da minha pessoa. Não tou nem aí, enquanto vejo uns sapatos giríssimos e descubro que deixei os cartões no carro.
* aí por volta do meio-dia...
Comentários
Ele há dias assim, ó se há!
Não é para te consolar, mas eu estou à espera da terceira (acredito mesmo que «não há duas sem três») porque em menos de 24 horas, aleijei-me num joelho que mal consigo andar, e queimei um braço com água a ferver entre o cotovelo e a mão que está mesmo com um aspecto desgraçado. Aceito apostas para a terceira. Um golpe fundo com a faca de cortar pão?...
Eu cá não sei mas, por por via das dúvidas, deitava-me e só me levantava amanhã...